segunda-feira, 1 de março de 2010

Engarafamentos. Esse problema tem solução?


Nas grandes cidades do Brasil o engarrafamento é um cenário comum para a população. Todos aqueles carros parados, expelindo fumaça de seus carburadores e enterrompendo o silêncio natural da atmosfera com as desordenadas buzinadas e roncos de motores.

No decorrer da evolução humana, muitos itens tiveram valores de status social. Atualmente, o carro, utensilio muitas vezes dispensável, é utilizado unicamente para essa missão. Dar ao seu usuário status social.

Seja por decorrência da necessidade do ofício ou mesmo como citei acima, apenas por status social, os carros estão tornando-se uma verdadeira praga em nossas ruas. É absurdo ver que a população pede aos seus representantes soluções e melhorias mas negam abrir mão dos confortáveis e individuais carros.

As revendedoras por sua vez, disponibilizam mensalmente milhões de carros ao mercado nacional sem nenhuma obrigação para que com as ruas e estradas, pelo contrário, beneficiam-se das vendas desses objetos que literalmente paralizam e destroem nossas ruas.

Não desejo prôpor o fim da utilização dos carros. Porém, leis que obriguem a utilização consciente desses itens de consumo, deve no mínimo ser cogitada por nossos representantes.

Confesso que é realmente difícil acreditar que apenas J.K foi sustentado pelas multinacionais fornecedoras de carros, mas não perdemos nada em lembrar que nossa parte também pode ser feita. Dê carona ao seu filho, seu irmão ou seu pai e ajude a construir um país com horizontes mais limpos e visíveis!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Serviço Militar Obrigatório.



A certas coisas que realmente me intrigam em nosso país e o serviço militar obrigatório com certeza é uma delas. Não faz sentido viver em uma republica democrática se nós não temos o direito de decidirmos por nós mesmos. Se houvesse tantas vagas que nem mesmo todo o contingente de jovens que desejam servir a uma das três forças militares do nosso país não fossem o suficiente para suprir as necessidades de nossas forças armadas, seria de certo modo justificável fazer com que todos os anos milhares de jovens se dirijam aos quarteis de suas respectivas cidades. Mas sabemos que não é esse o caso e o alistamento militar passa a ser apenas uma manhã perdida ( ou tarde também) para a grande maioria dos jovens que são obrigados a comparecer ao alistamento.

Em uma país onde a maioria dos jovens lutam em busca do primeiro emprego, não é necessário ser nenhum Einstein para perceber que o alistamento militar obrigatório é desnecessário, pois todo o ano milhares de jovens iriam voluntariamente ( e com um grande sorriso no rosto) se alistar em troca de seu salário mínimo.

O mais estranho (lê-se estúpido) é que os EUA um país que como todos nós sabemos vive sobre constantes guerras por culpa de “sua crise existencial napoleônica (lê-se Loucura Imperialista)” não têm o alistamento Militar Obrigatório, e pelo que vemos nos jornais, não falta contingente em seu exército.


Por esses motivos, acredito que o Alistamento Militar Obrigatório deve deixar de existir, pois seja no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, sempre existirão jovens jogadores de video-game inspirados pelas aventuras dos Rambo's de Hollywood ansiosos por matarem uns aos outros por velhos engravatados que não os conhecem(leia "E se os tubarões fossem homens").


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E se os Tubarões fossem homens? Por Bertolt Brecht


Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos.
Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.

Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações. Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre sí a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros. As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles os peixinhos de outros tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos .

Também haveria uma religião ali. Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria essa religião e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar e os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.

Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Filme- O Motim: A História de Mangal Pandey.



Dediquei a 1ª postagem do ano a um filme que certamente marcou minha vida. O Motim relata a história de Mangal Pandey, um homem como qualquer outro que cansado da opressão sofrida pela Cia Britânica das Índias Orientais se revoltou contra toda uma organização levando coragem e esperança para toda a Índia.
O filme lançado em 2005 foi produzido pelo renomado diretor indiano Ketan Mehta. Não desejo adiantar a história do filme que é realmente emocionante, por isso, sem mais delongas, assitam o Motim, e com certeza não se arrependerão.

Download- Clique aqui.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ahh o Ano Novo!


Ahhh o ano novo! Não há nada melhor do que iniciar um novo calendário em nossas vidas. As mesmas reportagens de fim de ano, as mesmas comemorações natalinas, o mesmo emprego do ano velho, as mesmas pessoas passando fome, dormindo ao relento, os mesmos assaltos e assassinatos... Mas do que importa não é mesmo? É ano novo!

No ano novo tudo mudará. Iremos nos vestir de branco para simbolizar a paz que queremos no ano que chega e os marginalizados da nossa sociedade irão simplesmente parar de sentir fome e com isso parar de roubar. Os jovens do tráfico verão na televisão pessoas felizes bebendo champanha em seus belos trajes brancos em seus Resorts e apartamentos a beira do mar e abrirão mão do dinheiro que sustenta a eles e a suas famílias jogando suas armas no chão.

Ahh o ano novo! Tudo é tão belo não é mesmo? Mas o que estou fazendo aqui em pleno 31 de dezembro? Vou comemorar! Vestir a minha roupa branca e desejar que o mundo mágicamente se transforme em algo melhor no badalar da meia noite enquanto me delicio também com uma champanha e fecho os olhos bem forte, desejando que o dinheiro e a felicidade mágicamente batam a minha porta, sem que eu faça qualquer esforço, afinal, é ano novo, e no ano novo tudo será paz e tranqüilidade, ao menos enquanto a embriagues do excesso de champanha durar.

Sorria você também e tenha um feliz ano novo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Site do mês.


Claro que como todo jovem de âmbito revolucionário, não sou a favor dos meios utilizados pela mídia para aumentar seus pontos de ibope e muito menos da sua inquestionável força de manipulação das massas, porém, devemos como disse um jovem homem a algum tempo atrás," dar a Cesar o que é de Cesar". Sendo assim não há como negar a incrível visibilidade jurídica que é proporcionada pela rede Globo em seu telejornal de domingo o "Fantástico" através do seu aplicativo do orkut "Amazônia.vc" que permite que a sociedade como um todo se mobilize a favor da preservação da Amazônia. Se dará certo ou não? Infelizmente não faço idéia, porém, agora você não poderá dizer que não tentou ajudar a preservar a Amazônia porque não sabia como.
Por isso, o site ( ou aplicativo) do mês de dezembro vai para o Amazônia.vc. Vale a pena conferir

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


A tempos me pergunto: "Porque você ainda fala e escreve? Ninguém lhe ouve. Quem liga?" E está aqui a resposta, para mim, para quem pensa o mesmo, para ninguém, sei lá.
Eu falo por mim. Claro que falo e escrevo aqui nesse blog para vocês leitores ( Se é que há algum realmente), mas sinto as vezes extrema necessidade de reclamar. De dizer o que penso sem ser interrompido. Sem que ninguém diga que discorda ou concorda, apenas ouça ou leia o que tenho a dizer. Nesse blog eu tenho essa oportunidade. Apenas falo. Apenas escrevo. Ninguém interrompe. É fácil para mim, não ter uma voz dizendo "Você está errado!". Gosto assim. A vida na maioria das vezes é tão difícil que me anima ter momentos de facilidade. Então, apenas escreverei. É o que vou fazer. Escrever. Se alguém ler ou não, isso já não mais importa. Vou escrever.